De que vale pensarmos em objectivos para o Novo Ano se não nos conhecemos e não sabemos onde estamos?

 

O pior que pode acontecer durante uma navegação é ficarmos cercados pelo nevoeiro. Não vemos nada e perdemos totalmente o sentido de orientação. Agora imaginem que não têm mapas nem instrumentos de navegação… Muitas vezes também na nossa vida somos apanhados pelo nevoeiro cerrado que nos deixa desorientados e sem sentido(s). Perdemos a força de vontade e deixamos que tudo seja mais forte que a nossa mente. Passamos a ser controlados em vez de controlarmos a nossa própria vida. São fases desafiantes que requerem um plano de ação da nossa parte.

O que fazemos nestas alturas?
Muitas vezes, e seguindo os mantras da alta performance e grandes gurus, passamos para o papel a definição de objectivos com ferramentas de visualização e tudo mais. Mas quão eficazes podem ser as melhores técnicas de objectivos se não vemos um “boi à nossa frente”? Se não sabemos onde estamos nem para onde estamos virados? O que fariam num veleiro em pleno Rio Tejo cercados por um nevoeiro cerrado e sem instrumentos de navegação?

Num exercício de puro senso comum, diria que em primeiro lugar é importante constatar o facto: estamos cercados pelo nevoeiro e perdemos o sentido de orientação. Um passo tão simples nesta história mas tão difícil nas nossas histórias. Só depois deste passo se pode avançar para o passo seguinte. Em segundo lugar, devemos reduzir a velocidade ao mínimo ou ainda preferível, devemos parar. Nesta história e nas nossas histórias, muitas vezes reduzir ou parar não é mau mas necessário, sensato e bom.
Depois esperamos que o nevoeiro desapareça para retomar a nossa viagem rumo ao nosso destino.
Simples nesta história mas difícil nas nossas histórias.
O nevoeiro acaba sempre por desaparecer através de forças da natureza que em nada dependem de nós. Mas para nossa infelicidade e dificuldade, o nosso nevoeiro só desaparece com a nossa força de vontade. Somos nós que nestes momentos temos de nos querer conhecer e saber exatamente onde estamos.

Mais importante que definir objectivos, acredito que devemos fazer um exame de consciência sério para irmos afastando o nevoeiro das nossas vidas.
O que é importante para mim? Como estão as relações com minha família, amigos e comunidade? Em que estado está a minha saúde física e espiritual? Como está a minha relação com o dinheiro? E por aí fora…
A partir deste exercício, entre a clarividência (e alguma angústia talvez), podemos começar a perceber que tipo de objectivos terão mais impacto na nossa vida e na vida dos que estão à nossa volta.
Para um nível ainda maior de clareza, devemos ir mais a fundo e deixar a nossa consciência responder aos grandes ventos que fazem desaparecer por completo o nevoeiro das nossas vidas.
Quem somos nós? Qual é o propósito da nossa vida? Quais os valores e convicções que guiam as minhas decisões? Que valor quero que a minha vida tenha quando não puder fazer mais?

E então só depois chegam os objectivos com as devidas técnicas e tudo o mais…
Desejo a todos um excelente 2020 e que este ano traga “bons ventos”! ??

 

Mensagem do nosso “Smile Executive Officer” Bernardo Castro

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